sábado, 6 de novembro de 2010

Eu tenho um coração




"Socorro, alguém me dê um coração, que esse já não bate, nem apanha". É com esses versos, cantados por Cássia Eller que começo esta postagem, após um período critico de preguiça e falta de vontade de escrever. A inspiração está chegando tímida, mas já é suficiente para filosofar aqui.

Os últimos meses foram de aprendizado, mas ainda assim vivo em constante processo de melhoramento, inclusive no quesito amor. Eu tenho um coração, ele continua frágil, batendo apressado quando meus olhos veem o que querem ver e por horas, precisando de uma formatação, para não doer pelos dramas do passado.

Ah, o meu coração...Ás vezes acho que bate descompassado, tadinho, não acompanha o ritmo da minha razão. Em outros momentos, é tão duro, parece feito de pedra ou gelo. Na verdade, eu não queria sofrer, nem sentir ciúmes ou saudade. Esses são sentimentos mortais para mim. No entanto, para isso, eu não deveria ter um coração.

Talvez tudo fosse bem simples: Eu não iria me preocupar em me apaixonar, isso não iria acontecer e quem quisesse, que me amasse. Eu também não iria sentir uma dor pungente e latejante, a noite, quando algum cara q eu amei me fizesse chorar. Sem falar que quando eu visse o recado de uma garota desconhecida, no orkut do meu paquerinha, nem iria me importar, afinal, não teria um coração.

Mas, sem ele, que desde pequena aprendi a desenhar de uma forma que nem é a verdadeira, eu não sorriria de manhã ao abrir a janela e ver os raios de sol me invadindo a alma, nem pensaria no meu amor quando assistisse um filme romântico ou ouvisse uma música linda.

Se não houvesse um coração eu simplesmente não saberia definir o que é felicidade, nem acreditaria que ela pode morar em Maceió e em outros tantos lugares. Eu não me sensibilizaria ao ver uma criança de rua chorando de fome, mesmo que eu não pudesse mudar aquilo para sempre.

Com o meu coração, que em determinadas situações parece ser de alguém com 6 anos de idade, eu sinto a bondade presente nas pessoas e melhor, ele me avisa quando encontro anjos pelo caminho. É graças a ele que eu vejo no sorriso mais simples a maior das alegrias e também nos beijos e momentos mais doces a definição suprema da palavra paz.

É por causa desse órgão, um dos mais complexos e surpreendentes do corpo humano, que eu adoro estar com meus amigos e família e ainda, que insisto nessa procura louca e quase infinita pelo amor. Apesar de toda dor, é muito bom ter um coração...