
Quando quiser fortalecer e purificar o coração, enchendo sua vida de energias positivas, basta fazer uma doação de sangue. Esse foi o gesto de amor que pratiquei hoje e pela primeira vez poderei compartilhar minha vitalidade com outras pessoas, visto que neste 25 de novembro comemoramos o dia nacional do doador.
Imaginar que meu sangue O+, apressado e forte vai pulsar nas veias de alguém chega a ser emocionante. A decisão foi rápida, vi uma faixa na rua e fui até o Hemocentro de Alagoas (Hemoal), onde é necessário apresentar um documento com foto e preencher um cadastro, para pegar a senha.
Após isso, uma mulher vestida em um jaleco pergunta seu peso e altura. Logo, ela está furando o dedo do futuro doador com um tipo de grampeador – que dói um pouquinho – e colocando o sangue em dois tubinhos finos, que servirá para a realização de exames posteriores de Sífilis, Hepatite B e C, Aids, Doença de chagas e HTLV I e II.
Cinco minutos depois o número da senha é chamado e é preciso falar com um médico, que mede sua pressão arterial, o pulso, a temperatura e faz perguntas intímas para avaliar os antecedentes patológicos e os possíveis fatores de risco do doador, pois para estar ali tem que cumprir certas exigências.
O voluntário ou voluntária não pode estar gripado, ter tatuagens e piercings há menos de um ano, estar grávida ou amamentando, ter ingerido bebida alcoólica 12 horas antes da doação, ter parceiros que fazem hemodiálise e que tenham recebido transfusão ou sejam portadores de hepatite B ou C, Aids, e HTLV I e II.
Além desses pré-requisitos a pessoa tem que estar com saúde, ter entre 18 e 65 anos, ter se alimentado e dormido pelo menos 6 horas antes, sem falar no intervalo de doação que para o homem é de 2 meses e para a mulher de 3 meses. Nada que a honestidade não supere, porque para doar é preciso ter responsabilidade.
É chegado o momento de entrar na sala de coleta, dá medo ao pensar que durante aproximadamente 20 minutos você terá que ficar apertando uma espécie de bolinha, como se bombeasse seu sangue, mas no fim não dá hemorragia e mesmo com a pressão um pouco baixa tudo fica bem.
Ainda existe uma escassez de doadores em todo o Brasil, porque mesmo com as inúmeras campanhas poucos voluntários se mobilizam. Isso pode inviabilizar procedimentos médicos, como no caso de pessoas que fazem quimioterapia e que se não receberem o suporte de transfusão podem não resistir ao tratamento. Além disso, a falta de doações implica no adiamento de cirurgias cardíacas, transplantes de rim, de fígado, medula óssea entre outros, que necessitam de sangue e de plaquetas.
Todo material utilizado é descartável e os mitos devem ser superados, já que o procedimento não afina nem engrossa o sangue, não engorda nem emagrece e não vicia. Agora, estou cadastrada como doadora e isso é maravilhoso, porque com um simples gesto poderei salvar até quatro vidas, uma vez que o material é separado em diferentes hemocomponentes, que são o concentrado de hemácias (glóbulos vermelhos), concentrado de plaquetas, plasma e crioprecipitado. É preciso lembrar que qualquer um pode precisar de sangue, inclusive aquele que deixa o estoque dos hemocentros vazio, por medo ou ignorância.

2 comentários:
Porque se doar faz bem! :)
Parabéns pelo seu Blog, os seus temas são basntantes originai, e gostei issencialmente da sua c´ronica em que relata a experi~encia de doar sangue! De facto esse é um acto super altruísta e nobre na medida que com um gesto que para nos doadores pode ser simples para muitos é vital e bastante necessário! Aprecio a sua profisssão, porque apesar de não ser jornalista era uma profissão que ambicionava ter e desenvolver, mas tal não foi possível! Abraços de Portugal
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