segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Festa no interior

Os carros que fazem o trasporte alternativo vão e voltam em ritmo frenético, saindo da capital para o interior. Ficam sempre lotados, com pessoas que querem apenas aproveitar a programação de pequenos municípios alagoanos ou até mesmo com as que seguem a rotina de visitar a família no final de semana.
Durante as paradas, o cobrador, que na maioria das vezes é bem jovem, grita informando o destino do carro. Pilar, Atalaia, Campo Alegre, Palmeira dos Índios, Arapiraca, afinal, aonde você quer ir?
Ás vezes, mesmo não indo para o destino desejado o motorista dá um jeitinho, combina o preço e muda o itinerário ou então, chega em um ponto do percurso e te faz entrar em outro veículo, dividindo o valor cobrado com o outro condutor.
São malas de roupas e sacolas com comida que abarrotam o porta-malas das vans. É gente lamentando ter que trabalhar na capital e dizendo que se pudesse, não trocava a paz do campo pelo caos urbano.
Além dessas pessoas têm as que preferem ir apenas para curtir, quando a prefeitura de algum desses municípios contrata uma banda famosa, juntando gente de todo o Estado. Alguns eventos têm fins eleitoreiros, como a promoção da vitória de prefeitos e vereadores nas eleições.
É interessante como no interior existe um fascínio da população pelos políticos. Até as crianças cantam a música e gritam o número dos candidatos, que por vezes, passam muito tempo no poder e nada fazem. Essas festas parecem compensar os votos, apesar dele não ter preço. São sempre gratuitas, satisfazendo a população e tenho que concordar que lá é possível conhecer muita gente legal e dá até para se divertir.
Na entrada de uma festa que aconteceu ontem, no município de Pilar, havia muitos carros estacionados e pessoas que se amontoavam perto do palco. Inúmeras barraquinhas vendendo, de bebidas a enfeites de cabelo com o nome da atração principal da festa complementavam o cenário. Todos colocam suas melhores roupas para aproveitar a farra, que até gera algumas brigas e namoros desfeitos. Meu Deus, tem muita mulher neste Estado....
A banda começa a tocar, homens e mulheres se juntam e promovem o arrasta-pé. Até quem não sabe os passos entra no ritmo. Ali, todos são iguais, querem só esquecer um pouco das mazelas cotidianas e serem felizes, mesmo que por uma noite.
O que me deixa irritada nesses lugares é a forma como alguns homens tratam as mulheres. Querem obrigá-las a dançar, puxam no cabelo e no braço, e os mais petulantes chegam a ofender. Mas, de repente, a banda parou e a chuva caiu, lavando a alma do povo...já era hora de voltar para casa.

2 comentários:

MaxBarroso disse...

Festa no interior é sempre bão!
Ainda mais vc sendo da cidade "grande" Maceió ¬¬ As minas do interior ficam doidinhas!

Menina da cidade grande disse...

E os minos do interior "intão"? Ficam tudo doidos pelas modernidades da capitárr!!! Adooooooro!!!