Meu coração não é de pedra e nem mesmo de gelo, como alguns pensam. A racionalidade que chegou com meus “20 e poucos” anos pode até fazer com que duvidem disso, mas basta saber entender os sinais do amor.
Agir pela emoção nos dias de hoje pode machucar amantes incaltos, porque aonde quer que se vá, existe alguém querendo “roubar” um pouco do seu lado sentimental, e geralmente isso é tão breve.
Mas, declaro veementemente que não sou cética diante do amor, sei reconhecê-lo quando chega e ainda tenho a capacidade de chorar quando algo dá errado. No entanto, prego a mutualidade das sensações.
Amar incondicionalmente me parece cada vez mais difícil. É preciso que o outro também ame, que demonstre mais do que fale. Afinal, as palavras ás vezes enganam e assumem inúmeros significados.
A sensação maluca do amor adolescente pode demorar por uma vida toda, assim como pode vir sem que se veja, e seu aviso é algo incrível. A gente fica sem saber o que fazer direito, fala besteira e até age de forma estranha.
No meu caso, o coração entra em colapso e transborda em um misto de razão e emoção. Mas, como reconhecer uma paixão? Digo que se você sentir uma dor pulsando devagarzinho dentro de você, quando se pensa na pessoa ou em casos mais graves, quando se assisti a um filme ou se ouve uma música que te faz lembrar, você está apaixonado.
É preciso ficar atento e não ter medo de se machucar, preço que pode parecer alto demais. Só que amar de verdade tem ficado cada vez mais limitado às histórias. A maioria das pessoas arrisca menos, prefere investir em coisas mais abstratas e profanas, beija-beija, fica-fica e não se deixa levar.
Isso acontece pelo medo da infidelidade e ás vezes na busca da própria individualidade, só que não tem como saber se você não viver esse momento. A mágoa de relacionamentos passados insiste em doer, o que deixa o coração mais cauteloso.
É preciso que haja tempo para tudo, porque amar requer tempo para fazer crescer o sentimento, para reconhecer os defeitos do outro e mesmo assim, continuar gostando e acima de tudo é necessário tempo para que a gente seja feliz.
Como começar um namoro? Ambos se vêem, conversam, descobrem um pouco de cada um, trocam telefone e assim começa um turbilhão de sentimentos. Ligam e se encontram com mais freqüência, até que depois de um tempo se consideram namorados, o pedido formal ficou no passado.
Pareceria simples, não fosse o medo de se entregar de corpo e alma à alguém. Só que desvendar o desconhecido pode ser gostoso. Sei que aprendo cada vez mais sobre esse sentimento e juro que não sossego, porque preciso continuar acreditando que ele existe.
domingo, 12 de outubro de 2008
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